sábado, 27 de setembro de 2014
Atividades e Mensagem para o Dia das Crianças
Origem do Dia das Crianças
O dia das crianças é atribuído ao deputado federal Galdino do Valle Filho, que apresentou a proposta para a sua criação em 1920. A proposta foi aprovada pelos deputados e surgiu o decreto nº 4867 de 5 de novembro de 1924, que oficializou o dia 12 de Outubro como o dia da Criança.
No entanto, o dia ganhou maior popularidade em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção com a Johnson & Johnson e criou a "Semana do Bebê Robusto" (como uma estratégia para aumentar suas vendas), e a partir desse momento a data passou a ser comemorada, com a atribuição de presentes para crianças.
Magia Infantil
Nas mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas,
porque na inocência do sorriso infantil,
tudo é possível, menos a maldade.
Crianças são anjos,
são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva
que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um.
De braços abertos a criança não cultiva inimigos,
sua tristeza é momentânea.
De olhos abertos a criança não enxerga o feio, o diferente,
apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho.
De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo
como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes,
vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer.
Questionando, brincando, a criança está sempre evoluindo,
achando esse mundo um Paraíso,
mas a criança sabe no seu interior o que é o amor
e quer sugá-lo como se fosse seu único alimento,
não lhe dê uma mamadeira de ódio,
pois com certeza sua contaminação seria fatal e inesquecível.
Criança me lembra: cor, amor, arco-íris, rosas,
doce de brigadeiro,
tintas das cores: vermelha, laranja, azul, amarelo;
me lembra cachoeira, pássaros, dia de festa.
Ser criança é estar de bem com a vida,
é ter toda a energia do Universo em si.
Feliz Dia Das Crianças! - Rosa Pinheiro dos Santos
porque na inocência do sorriso infantil,
tudo é possível, menos a maldade.
Crianças são anjos,
são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva
que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um.
De braços abertos a criança não cultiva inimigos,
sua tristeza é momentânea.
De olhos abertos a criança não enxerga o feio, o diferente,
apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho.
De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo
como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes,
vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer.
Questionando, brincando, a criança está sempre evoluindo,
achando esse mundo um Paraíso,
mas a criança sabe no seu interior o que é o amor
e quer sugá-lo como se fosse seu único alimento,
não lhe dê uma mamadeira de ódio,
pois com certeza sua contaminação seria fatal e inesquecível.
Criança me lembra: cor, amor, arco-íris, rosas,
doce de brigadeiro,
tintas das cores: vermelha, laranja, azul, amarelo;
me lembra cachoeira, pássaros, dia de festa.
Ser criança é estar de bem com a vida,
é ter toda a energia do Universo em si.
Feliz Dia Das Crianças! - Rosa Pinheiro dos Santos
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
1 Oficina de artes:
Em cada sala de aula haverá um tipo de oficina, como: pintura em tela, dobradura, escultura em argila, confecção de brinquedos com sucata, mosaico, montagem de quebra-cabeça, oficina de dança.
Os alunos escolhem as oficinas das quais querem participar e se inscrevem antecipadamente.
Outra sugestão, é organizar por horários, de maneira que cada professora fique responsável por uma oficina e as turmas troquem de sala, participando de todas as oficinas.
2 Dia do espetáculo: Levar as crianças a um espetáculo de circo ou teatro.
3 Curtindo a natureza: Visitar uma chácara, um sítio, que tenha uma programação de integração com a natureza, como trilhas, momento de contemplação, cultivo de plantas, contato com animais, música em volta da fogueira, etc.
4 Festa do pijama: Passa a noite na escola, acampando, curtindo músicas, brincadeiras, filmes, apresentação de mágico e uma deliciosa refeição
5 Gincana solidária: Fazer uma gincana bem divertida, com diversos jogos, brincadeiras, testes divertidos de aprendizagem e campanhas de arrecadação de roupas, brinquedos e alimentos. A equipe vencedora irá organizar uma festa em algum orfanato onde serão entregues os produtos arrecadados.
6 Todas as atividades podem ser intercaladas com distribuição de presentes e lanches coletivos.
Encontre sugestões de lembrancinhas maravilhosas, no blog da Maristela: http://www.pragentemiuda.org/2009/09/especial-dia-das-criancas.html
Encontre mais sugestões nos links a seguir:
http://www.brasilescola.com/dia-das-criancas/
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
O que é dialética? - Uma aula para nunca mais esquecer
O
que é dialética?
Foi
assim que iniciamos mais uma aula de filosofia da educação, quando eu cursava
pedagogia, em meados da década noventa:
A
professora, mestra e amiga Marlene Hernández introduziu o assunto,
citando alguns autores que iríamos estudar. Em meio a teorias e pensamentos
concêntricos dos grandes pensadores, que eram expostos na nossa leitura
dirigida, perguntei:
_
Professora, o que é dialética? Não consigo entender. Já li, reli, mas não
consigo entender como funciona, como percebo, como sinto a dialética.
Não
recordo se ela já sabia que eu usava o mar como símbolo para as escolhas que
deveria fazer – o fato é que ela respondeu de maneira tão simples e poética,
que até hoje a sua explicação reverbera dentro e fora de mim, auxiliando nas
minhas explicações de professora, quando questionada de maneira semelhante.
Marlene
respondeu:
_
A dialética é como o mar. Pensa no mar: as ondas são constantes, vêm e vão sem
nunca parar. Mas uma onda nunca é igual à outra.
Simples,
não é? Mas esta foi uma das lições mais profundas e bonitas que recebi. E
continuou mais ou menos assim:
_
A dialética é o próprio pensamento, que não cessa, não se contenta consigo
mesmo e prossegue comparando, analisando, compartilhando, se contradizendo, refazendo-se em um ir
e vir constante, como as ondas do mar.
E
com o seu sotaque chileno, perguntou:
__
Entende, Naurelita? O que é o mar para você, como ondas
de pensamento?
E
eu respondi:
-
É tudo (Sempre foi). É o que me dá força, quando fraquejo e imagino as suas
ondas cantando e dançando com o vento, tocando as rochas, soprando gotas de
força, nuvens de sabedoria. É o que limpa as impurezas e catalisa as lembranças
ruins. Quando vem uma delas, é ao mar que recorro. Peço que ondas da maré
vazante arrastem os pensamentos negativos e as emoções que eles produzem para o
fundo do oceano e lá transforme em passado, sem mais incomodar, transforme em
aprendizado.
O
mar, para mim, é repouso, quando imagino e me banho em suas águas quentes, em
noite de verão; é serenidade, pela consciência de ser água. Simboliza
sabedoria, ciência, começo da vida, misticismo, conexão com o poder superior e
fé; é ao mesmo tempo lindo e assustador, resposta e dúvida.
Quando
as coisas não vão bem, lembro da passagem da bíblia em que Jesus sugere aos
pescadores, quando não conseguem pescar um peixinho sequer: - Joga a rede do
outro lado. E então, tento mudar o meu pensamento vicioso, revejo as questões,
os resultados e jogo a rede do outro lado da barca, tentando outra vez,
tentando de outra forma.
Não
foram exatamente essas palavras, mas lembro de expor todas essas ideias. E lembro
de falar de um filme que há pouco havia assistido: O carteiro e o poeta.
No
filme, Pablo Neruda recita um poema para o carteiro, na praia, para ensinar-lhe
o que é metáfora. Gostei tanto que havia memorizado e ao pedido das colegas, recitei, um pouco envergonhada:
Aqui
nessa ilha, o mar... tanto mar
Ele
transborda de tempo em tempo
Ele
diz sim, então não...
Então
não
No
azul, na espuma, num galope
Ele
diz não, então não...
Não
pode parar.
Meu
nome é mar, ele repete...
Batendo
na pedra sem convencê-la...
Então
com sete línguas verdes
De
sete tigres verdes
De
sete mares verdes
Ele
acaricia, beija, molha...
E
bate no peito repetindo seu próprio nome.
E
continuei: _ esse movimento das palavras-mar, esse ir e vir constante, que é
metáfora do próprio pensamento de Neruda, a convencer-se de si mesmo, como mar
que tenta convencer as pedras da sua própria natureza é a dialética? Essa negação de si mesmo, para depois se afirmar, nos versos "ele diz,sim, então não" "e bate no peito repetindo seu próprio nome" não é a dialética, expressa nas leis da contradição e depois da síntese?
E
a professora Marlene questionou, como quem afirmava:
_
Criar metáforas, buscar novas soluções, esquecer-se do passado para criar um
novo presente, despir-se das impurezas e vestir novas ideias, vendo o mesmo objeto
com olhares diferentes, pescar novos alimentos, buscar novas fontes... tudo
isso é a presença do pensamento dialítico? Imagina utilizar a mesma força
motriz dessas ondas de ideias, na educação, na política? Quanto se pode
entender e produzir?!
O
diálogo prosseguiu. Outras colegas participaram, intercalando com as explicações
contidas nos textos teóricos. Não lembro como a aula foi encerrada, não lembro
dos seus desdobramentos. Mas recordo que o assunto rendeu outras conversas fora
da classe, no campo verde da Universidade, na cantina, no carro e na casa da
professora Marlene, onde havia sempre um bom diálogo e boas resoluções em educação.
A
experiência sincera com a palavra, é que lhe dá sentido. Foi e é assim com a
palavra “dialética”. A trouxemos para a experiência íntima com seus sentidos,
compreendendo-a de forma muito mais significativa, bebendo das fontes de
pensadores, educadores, como nossos mestres Gadotti, Paulo Freire e Pablo Neruda.
Gosto
de sentir a palavra em toda sua inteireza e história; é ela ao mesmo tempo causa e consequência
do pensamento, é o retrato da natureza humana e da criatividade.
Criar
novas formas de promover o diálogo na sociedade é um dos sentidos da palavra
dialética. E é por meio da dialética que criamos, em um refazer constante e
sempre novo, como as ondas do mar.
A seguir algumas palavras sobre dialética:
Dialética é uma palavra com origem no termo em grego dialektiké e significa a arte do diálogo, a arte de debater, de persuadir ou raciocinar.
Dialética é arte do diálogo, onde é possível demonstrar uma tese através de uma argumentação forte, que consiga distinguir, com clareza, os conceitos da discussão. É contrapor ideias e delas tirar novas ideias que comprovem o que está sendo dito.
Para Engels, a dialética é a ciência das leis gerais do movimento, tanto do mundo externo quanto do pensamento humano. A dialética é a estrutura contraditória do real, que no seu movimento constitutivo passa por três fases: a tese, a antítese e a síntese. Ou seja, o movimento da realidade se explica pelo antagonismo entre o momento da tese e o da antítese, cuja contradição deve ser superada pela síntese.
As três leis da dialética são: Lei de passagem da quantidade para a qualidade: “mudanças mínimas de quantidade vão se acrescentando e provocam, em determinado momento, uma mudança qualitativa: o ser passa a ser outro.” Lei da interpretação dos contrários: a contradição é o atrito, a luta que surge entre os contrários. Mas os dois polos contrários são também inseparáveis.Lei da negação da negação: da interação do movimento entre as forças contrárias, surge uma síntese, ou seja, a negação da negação.
Para
entender mais:
ARANHA,
Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à
filosofia. 2. Ed. São Paulo: Moderna, 1993.
GADOTTI,
Moacir. Concepção dialética da educação: um estudo introdutório.9. ed. São
Paulo: Cortez, 1995. Disponível em: http://acervo.paulofreire.org/xmlui/handle/7891/2777#page/5/mode/1up
Assista trecho do filme O Carteiro e o Poeta
Luz
e serenidade!
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Água: Futuro Azul
Caros amigos
Já faz bastante tempo que o
problema da água vem sendo recorrente nas últimas décadas, em diversas partes
do planeta. Para o nordestino do semiárido e do árido que sempre conviveu com a
escassez de água, o sofrimento vem se intensificando com períodos de seca cada
vez mais prolongados. E nos locais privilegiados pela abundância, a falta d’água
que parecia uma utopia de algum ambientalista lunático, vem sendo cada vez mais
uma realidade assustadora.
Contudo em um planeta tão
desigual, é claro que as primeiras pessoas a sofrer com essas mudanças fazem
parte das classes afetadas pela pobreza e marginalização. Talvez por não
atingir de forma mais direta na sobrevivência dos grupos privilegiados, esses
não se importam tanto com tais mudanças ambientais. O imediatismo, o egoísmo
exacerbado e a avidez pelo capital tiram muitos do foco da realidade, deixando
à míngua aqueles que precisam de uma relação íntima com a natureza para
sobreviver; aqueles que necessitam da terra irrigada para cultivar seus alimentos,
dos rios cheios para saciar seus animais e realizar atividades básicas de sobrevivência,
como produzir, cozinhar, banhar-se. Esses são os mais atingidos inicialmente, e
não ter água significa não sobreviver.
Então, emergem campanhas contra o
desperdício a fim de poupar as usinas de abastecimento e garantir água para
todos. O racionamento, realidade vista até então no nordeste, se estende pelo
sudeste em sinal de alerta.
Precisamos acordar! Educadores, leitores,
formadores de opinião, precisamos promover campanhas não apenas de educação
doméstica, mas sobretudo de uso racional da água nas grandes indústrias, nos
grandes hotéis, nas casas mais ricas. Esses sim, desperdiçam litros e mais
litros de água sem necessidade, pois poderiam investir em outros meios para
reciclar esse bem precioso e evitar o desperdício, mas se negam a perder seus
costumes viciosos e gastar um pouco mais com novas tecnologias.
Acredito que onde menos se gasta
é onde mais se faz campanha: nas residências da população mais pobre, nas
escolas públicas e nos bairros populares. Ou melhor, fazia, porque há tempo não
vejo nenhuma dessas campanhas em canto algum.
As opiniões controvérsias alegam:
como irá acabar a água se ela compõe 71% da superfície do planeta? Respondemos
com outras perguntas: Dessa quantidade absurda, quanto se tem de água potável?
Como é distribuída e utilizada? Quanto se polui os rios e suas nascentes, os
solos e lençóis freáticos no mundo? Como a água se defende dessa poluição e uso
irracional? Como o povo se defende dos verdadeiros cartéis que tentam controlar
a água no mundo?
Dos 71% de água que cobre a superfície
da Terra, 97, 4% está em estado líquido, nos oceanos. 2, 6% é composto por água
doce, ou seja, a água encontrada nos rios e lagos, com baixa concentração de
sais. Além disso, 1,8%, em média da água doce do planeta está em estado sólido.
Dessa forma, a água doce no mundo
corresponde a apenas 1% da água do planeta. Imagina que desses 1% uma
quantidade absurda é desperdiçada, vira esgoto e polui os mananciais. E desses,
pouco é reaproveitado com medidas de despoluição? Quanto resta de água potável
no mundo? E para onde essa água vai? Porque a população pobre do planeta é a
primeira a sofrer com a falta d’água? E a pergunta mais importante: o que fazer
para reverter esse quadro?
Queridos, estas e outras
perguntas são respondidas por Barlow no livro Água: futuro azul, mais um
presente da M. Books. A obra, traduzida por Jorge Ritter traz uma abordagem
bastante detalhada sobre a crise mundial da água, com um diferencial: aponta as
soluções.
A partir do viés dos 4 princípios
fundamentais, são abordadas as questões referente aos direitos humanos e aos
direitos da água, como a relação entre a sua distribuição e a divisão de
classes; o financiamento dos recursos hídricos para uso domestico; a água como
propriedade pública e a água como mercadoria.
Em seguida é discutido de maneira
bem explicativa e clara, o problema da água na atualidade, em todos os
continentes. São abordados o controle corporativo da agricultura e a extinção
da água e o controle da energia como fator de escassez da água.
Como não basta nos situar diante
do problema, o livro disponibiliza as soluções, apontando os acordos e tratados
internacionais, os movimentos ambientalistas, as atitudes das Nações Unidas. Em
seguida nos coloca no lugar de interação com a água, como um direito essencial
à vida. Para tanto, propõe a nova ética da água, que implica em viver junto com
os recursos hídricos de maneira racional e sustentável. Para tanto, adverte
sobre a necessidade da criação de uma economia justa, que proteja e fiscalize a
natureza, rejeite as minerações, crie novas formas de produzir alimento, criando
políticas de paz, que promovam a interdependência para o compartilhamento do
recurso de onde emerge a vida e que a ela sustenta em todas as suas formas.
A seguir, alguns trechos da obra:
Sobre a indústria, a economia e os refugiados da água:
A riqueza e a renda extremas são economicamente ineficientes, politicamente corrosivas, socialmente divisoras e ambientalmente destrutivas (p. 21).
A lição que todos nós aprendemos quando crianças – que não podemos ficar sem água em virtude do funcionamento interminável do ciclo hidrográfico – simplesmente não é verdade. Embora a água ainda esteja no planeta em algum lugar, por causa do nosso manejo das reservas de água mundiais para promover o desenvolvimento industrial, ela não é potável ou não está no lugar certo. Como consequência, muitas comunidades estão ficando sem água limpa acessível. Nós, humanos, estamos administrando e distribuindo mal a água, além de poluí-la em escala alarmante (p. 23).
Nenhum lugar da terra estará livre das consequências da crise da água que está se desenrolando agora. Mesmo se nós começarmos a reduzir a marcha do dano que criamos, desafiando o imperativo do crescimento e adotando práticas de conservação da água, é crucial que estabeleçamos regras de equidade e justiça em torno da questão do acesso. De outra maneira, cada vez mais veremos um mundo profundamente dividido entre aqueles com acesso à água limpa e aqueles sem – literalmente um mundo dividido pelo direito de viver (p.28).
Sobre o direito à água:
A água é um bem comum como o ar ou uma mercadoria, como a Coca-cola? (p.29)
Sobre as medidas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU em 2010, para
que os estados e nações se comprometam em “fornecer água potável própria,
limpa, acessível e com um preço razoável, assim como saneamento para todos”:
Cento e vinte e oito países inclusive [...] Brasil, apoiaram a resolução. [...].
Os países que se opuseram à questão na realidade não votaram contra ela; em vez disso, eles se abstiveram. [...] Apesar disso, os países que se abstiveram fizeram uma série de discursos irados após o voto, acusando a Bolívia de forçar um voto que ninguém estava pronto para fazer. Sólon ficou parado com seus braços cruzados no peito e um leve sorriso no rosto, deixando que a amargura passasse ao largo dele como o vento (p. 39).
Sobre a água como um direito ou como um bem de consumo:
A água é um direito humano e um serviço público, mas não pode haver direito humano à água se alguns podem apropriar-se da água para o lucro enquanto outros vivem sem acesso a ela (p. 61).
Sobre a privatização da água:
As taxas de água pagas pelos cidadãos na Grã-Bretanha, assim como os lucros obtidos pelas corporações dispararam desde que Margaret Thatcher introduziu a privatização da água em 1989. Vinte e uma empresas privadas forneceram todos os serviços hídricos na Inglaterra e País de Gales, e elas obtiveram um lucro pré-impostos de mais de 2 bilhões de euros em 2011 (p. 109).
Sobre o uso dos biocombustíveis:
O Brasil e os Estados Unidos produzem quase 90% dos biocombustíveis do mundo. O Brasil é o principal exportador de etanol da cana-de-açúcar, e a maioria dos carros no Brasil anda hoje com uma mistura de etanol e gasolina [...]
É necessária uma grande quantidade de água para produzir esse biocombustível. [...] Atualmente 7 trilhões de água são extraídos todos os dias para produzir etanol no Brasil [...]
A produção de biocombustível no Brasil destrói as florestas, que são cortadas para abrir caminho para vastos campos de cana-de-açúcar; ameaça a vegetação e a Bacia do Rio Amazonas; e contamina a água e o solo com fertilizantes químicos (p.165).
A água pode ser a dádiva da natureza para a humanidade, de maneira que ainda não entendemos (p.262).
Então, que tal fazermos essa
leitura e tantas outras sugeridas por Maude Barlow? Que tal nos enveredarmos no
entendimento da nossa relação com a água, fomentando propostas de mudança e
atento aos nossos governantes, suas intenções e políticas?
O que você pode fazer agora para
ajudar a água a seguir seu curso na manutenção da vida?
Para todos, ótima leitura e
muitas atitudes água.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Inteligência Emocional - Sucesso nas vendas
Caros amigos
Dessa vez, a M. Books nos presenteou com o livro Inteligência Emocional: Sucesso nas Vendas,
de Colleen Stanley e traduzido por Mônica Rosemberg. Trata-se de uma obra
imperdível.
A Inteligência Emocional é
essencial para o sucesso das nossas escolhas, sejam elas no campo profissional,
espiritual ou socioafetivo. Implica, grosso modo, em ter sabedoria para lidar
com os conflitos internos e externos, percebendo as nuances que conduzem cada
sujeito às suas decisões. A pessoa que desenvolve a inteligência emocional tem
uma percepção mais ampla da realidade, pois tem aguçada a sua capacidade de
ouvir e compreender o que ouve; de identificar os sinais no outro e nos
objetos; em conhecer a si mesmo e potencializar as suas habilidades relacionais.
Sabemos o quão difícil é lidar
com as diferenças de opinião e comportamento no nosso círculo de amigos,
familiares e colegas. Imagina lidar com aquelas pessoas que não conhecemos. Em
ambiente de vendas, somos impelidos a conhecer cada grupo e cada cliente em
potencial ou fidelizado, a fim de oferecer-lhe o melhor serviço ou produto, nas
melhores condições para ambos os lados.
Nesse livro, Stanley nos conduz
por um caminho fascinante do relacionamento humano, em meio à sociedade
capitalista e de consumo, que nos exige cada vez mais. Nesse novo cenário, a
competição abre espaço para as relações de parceria; as falácias vêm sendo
substituídas pela honestidade; e a emoção passa a ser vista como uma ferramenta
para a conquista do mercado, substituindo o distanciamento cartesiano.
De maneira bastante pedagógica,
os capítulos do livro se desenrolam, curiosamente trazendo para o ambiente que
até algum tempo atrás era pragmático, alguns ensinamentos que lembram os
pilares da educação defendidos pela UNESCO, como o saber fazer.
Na primeira parte Inteligência
Emocional e Resultado de Vendas, a autora define Inteligência
Emocional, faz um diagnóstico das deficiências no desempenho das vendas, faz
uma relação entre as competências técnicas e as humanas e propõe exercícios de
potencialização das emoções para a obtenção de bons resultados nas vendas. Em
seguida aborda os conhecimentos da neurociência e propõe alguns passos para
melhorar a habilidade de influenciar as pessoas.
Na segunda parte, Inteligência
Emocional e o Processo de Vendas, é feita inicialmente uma análise
prospectiva auxiliando o leitor a identificar os diversos perfis de vendedor; a
fazer um bom planejamento técnico e emocional e a lidar com as situações de estresse.
Em seguida, no capítulo Simpatia – Aquilo
que o torna adorável, a autora continua nessa ceara do conhece-te a ti
mesmo. É feita uma análise de como eu me veria se eu fosse comprar a minha
imagem ou o meu produto, por exemplo. Em seguida nos auxilia a desenvolver um
processo autônomo de autoconhecimento e autoavaliação. No capítulo seguinte,
são contabilizadas as expectativas tanto do vendedor quanto do cliente. É feita
uma análise do comportamento relacional e seus resultados e são propostos
exercícios de gerenciamento das expectativas.
Na segunda parte é feita uma
releitura dos dois “Qs”, para o desenvolvimento das competências de
questionamento. Para tanto, a autora chama atenção para a honestidade consigo
mesmo, ao buscar respostas verdadeiras e o comprometimento com a mudança
necessária. Nesse ponto da leitura, já se distingue alguns perfis, como o
direcionador, o influenciador, o relacionador estável e o pensador cauteloso.
São propostas estratégias para lidar com os problemas potenciais de forma
antecipada e para lidar com o desconhecido, de maneira equilibrada.
Há lições imprescindíveis sobre a
relação com o dinheiro. O leitor é convidado a compreender como as emoções
estão atreladas ao dinheiro e como potencializar as qualidades e a capacidade
de negociação para que se receba em dinheiro o que realmente vale. Chama-se a
atenção para a necessidade de aperfeiçoamento e atualização constantes, de
maneira que o vendedor esteja no seu tempo ou a frente dele, mas nunca atrás.
Dessa maneira, seguindo as
orientações presentes nesse livro, o vendedor estará apto para tornar-se uma
liderança no seu ambiente profissional. Refletindo sobre comportamento, a
relação entre palavra e ação, entre ensinamento e crítica, verdade, inspiração
e reconhecimento, desenvolvendo as habilidades da empatia, cortesia, honestidade,
e autoconscientização, se constrói a inteligência emocional necessária para o
sucesso das vendas, de um produto ou serviço, para o sucesso da própria vida.
A seguir, algumas reflexões
propostas pela autora:
Como quero me comportar hoje com chefe, colegas, e clientes?
Quero ser a pessoa de quem as outras se aproximam ou fogem?
Por que reagi mal ontem?
Em que situação me sentirei tentado a não controlar minhas emoções?
Com quem devo me conectar hoje para ajudar meu negócio a crescer?
O que posso fazer hoje para ajudar um colega ou um cliente a fazer seu negócio crescer?
Sua vida trouxe felicidade para os outros?
Sou eu quem está indo para a reunião ou meu alter ego?
Quão comprometido você está com seu sucesso?
Queridos, se identificaram com
algumas dessas questões? Querem ajuda para responder estas e outras questões?
Então leiam o livro e compartilhem os ensinamentos.
Para todos, sucesso, luz e paz,
sempre!
Onde comprar? Veja AQUI
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